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Saúde

Hospital Geral de Luanda vai ter hemodiálise


O dirigente disse que, para o efeito, foi constituída uma equipa de médicos e enfermeiros específica, capaz de atender o serviço completo de hemodiálise, de modo a dar maior dignidade aos pacientes.



Hemodiálise é um procedimento através do qual uma máquina limpa e filtra o sangue, ou seja, faz parte do trabalho que o rim doente não pode fazer.



O procedimento libera o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos. Também controla a pressão arterial e ajuda o corpo a manter o equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, uréia e creatinina.



Recordou que, neste momento, está em falta as áreas de neurocirurgia, que não é feita de forma permanente, e de infecciologia, mas a intenção é pô-las a funcionar até 2020.





Entre outras prioridades, o responsável apontou a montagem do sistema de triagem de Manchester, prevista para a primeira quinzena do próximo mês.



Explicou que o novo sistema vai permitir que cada paciente tenha uma fita de atendimento, com uma cor diferenciada, em função da urgência do atendimento.





Desde que assumiu a direcção do Hospital Geral de Luanda, em 2016, Carlos Zeca exprimiu satisfação pelo trabalho que tem desempenhado para melhoria dos serviços, mas reconhece que há ainda muito por se fazer para que se possa dar respostas à procura.



“Muita coisa mudou. Antes, não era possível fazer cirurgia no hospital, mas, felizmente, hoje, já é possível fazer quase todo tipo de operação, desde a de ginecologia obstetrícia, cirurgia geral e de ortopedia, sem esquecer as consultas de várias especialidades. Ganhámos autonomia organizativa, de formação e consciencialização do homem”, precisou.



No hospital geral, continuou, o medicamento, que antes era uma condicionante, deixou de ser preocupação e todo o paciente internado tem os fármacos disponíveis.



Relativamente ao serviço de pediatria, o director do hospital reconhece que houve melhorias, passando de 35 berços anteriores, contra os actuais 101.



Acrescentou que neste serviço foram ainda criadas condições para que a mãe ou acompanhante da criança internada se possa manter, também, cómoda. O mesmo acontece com os pacientes adultos em estado grave.



Outra melhoria referenciada tem a ver com a capacidade de camas para internamento geral que passou para 451, que atendem também as áreas de medicina geral, maternidade, cirurgia, ortopedia, traumatologia e outras especialidades.



Referiu que o Sistema Nacional de Saúde está organizado para áreas primária, secundária e terciária e disse que tudo depende do empenho dos gestores das unidades hospitalares e, caso todos melhorarem, é possível minimizar os problemas de saúde.



Jornal de Angola