Governo Provincial do Bié
Saúde

Inquérito sobre Saúde será realizado em Janeiro de 2020


A directora-adjunta do INE deu a conhecer tal facto no acto de lançamento do segundo Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS 2020), na presença de governantes, representantes das agências das Nações Unidas em Angola e patrocinadores.



De acordo com a responsável, o inquérito, que será conduzido por técnicos do Instituto Nacional de Estatística (INE), visa fazer a actualização dos principiais indicadores demográficos e de saúde, em particular a prevalência do VIH/Sida, malária, taxa de nutrição, Educação, mortalidade materna juvenil, infanto-juvenil e outros.



Para a execução deste inquérito, foram disponibilizados cerca de sete milhões e meio de dólares pelos parceiros internacionais, entre eles a USAID, UNICEF, FNUAP, Banco Mundial e a UNITEL, que vai prestar apoio em termos de comunicação.



A recolha de dados terá a duração de quatro meses e espera-se que até ao último trimestre de 2020, o primeiro relatório esteja concluído.



Benguela foi a província escolhida para a realização da experiência piloto e a formação dos técnicos será feita em Luanda.



Os indicadores de saúde ajudam a planificar as acções e a usar melhor os recursos, principalmente em países como Angola de renda média e baixa, disse a ministra Sílvia Lutucuta.



A governante referiu que países como Angola devem aplicar os recursos de maneira racional e efectiva com base em evidências.



O inquérito de indicadores múltiplos e de saúde são uma fonte importante de dados sobre as famílias, pois fornecem os dados necessários sobre fertilidade, planeamento familiar, mortalidade, nutrição e utilização de serviços do ramo. De acordo com a ministra, o primeiro IIMS de 2015/2016, proporcionou informações que serviram de base para avaliar os Indicadores do Plano Nacional de Desenvolvimento 2013/2017, reforma do sector da Saúde e a monitorização do Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário.



“Com o primeiro Inquérito, o país, pela primeira vez, colheu indicadores para o VIH de uma base nacional em homens e mulheres e concluiu que a prevalência nacional se mantinha a dois por cento”, explicou.



Entre os instrumentos de avaliação do desempenho de saúde, destacou os inquéritos nacionais de saúde, cada vez mais utilizados para avaliar a saúde da população e a assistência prestada, do ponto de vista dos utentes.



Rendimento médio



O ministro da Economia e Planeamento, que presidiu ao acto, considerou que os níveis de capital humano no país são significativamente baixos, de tal maneira que, do ponto de vista dos activos humanos e da vulnerabilidade, Angola não se qualifica como país de rendimento médio.



“Angola é ilegível a países de rendimento médio, por isso é relevante que tenhamos conhecimento dos indicadores demográficos, no sentido de direccionarmos a acção governativa, de modos a potenciar o capital humano e capacitar a população jovem que demanda com que o governo capitalize sobre essa esfera”, disse o governante.



Manuel da Costa disse que este tipo de Inquéritos deviam ser realizados regularmente, no sentido de se avaliar o que se passa com a população angolana, conhecer as vulnerabilidades existentes, a condição social e demográfica, no sentido de serem direccionadas acções que favoreçam os mais vulneráveis.



JA