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Sociedade

Minas de Cassinga relançam indústria siderúrgica do país


Diamantino Azevedo, que falava após o primeiro ‘roadshow’ do concurso público para atribuição de cinco concessões mineiras de fosfatos, ferro e diamantes em Angola, que teve lugar hoje em Luanda, disse que, no quadro dos esforços de diversificação da economia e depois da reconfirmação da qualidade do ferro na Mina de Cassinga, existem acções do Executivo tendentes à sua reactivação.



“Queremos que parte do ferro seja no futuro transformado em aço, para impulsionar a indústria siderúrgica do país. Estamos a reactivar a negociação deste projecto que inclui a construção de uma siderurgia na província do Namibe”, disse.



O ministro dos Recursos Minerais e Petróleos revelou ainda que vai ser inaugurado um Centro de Valorização e um Laboratório de Rochas Ornamentais, na província da Huíla, com vista a facilitar os empresários interessados em investir na exploração de pedras ornamentais. 



Diamantino Azevedo assegurou que, para Outubro está prevista a inauguração de uma nova fábrica de rochas ornamentais, na província do Namibe, à semelhança da existente na Huíla, onde vão realizar uma conferência sobre a “importância das rochas ornamentais”. 



Na conferência, disse, técnicos do Instituto Geológico Mineiro vão apresentar os resultados do Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO).



Neste momento, enfatizou, o Instituto Nacional de Regulamento de Petróleos está a elaborar o mapeamento dos sítios críticos, onde vão ser instalados postos de venda de petróleo abertos à gestão privada.



Passamos competências às direcções municipais para o licenciamento de 200 metros cúbicos de combustível às empresas interessadas em investir nesta actividade”, aclarou. Quanto aos hidrocarbonetos, o ministro afirmou que existe uma estratégia para a instalação de refinarias no país, tendo anunciado a construção de uma privada com capacidade para 100 mil barris de petróleo por dia. 



“Temos completa a estratégia do Governo para a melhoria da capacidade interna de produção de derivados de petróleo. O importante é apresentação das intenções e as datas concretas para a sua materialização", salientou.



Cinco concessões



Diamantino Azevedo disse que sobre as cinco concessões de fosfatos, diamantes e ferro, anunciadas no "roadshow" de ontem e que vão a concurso público no dia 1 de Outubro, já há informação geológicas, com recursos mineiros calculados com base em metodologias internacionalmente aceites.



Segundo o ministro, a realização do concurso marca uma viragem no sector, que pretende imprimir, de acordo com orientações do Executivo, maior transparência na concessão na concessão e exploração de minas.



Diamantino Azevedo avançou que as concessões de fosfatos estão abertas a agentes privados, nacionais e internacionais, sendo que as de ferro terão de ser firmadas em parceria com a Empresa Nacional de Prospecção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola (ENDIAMA).



“O concurso é um acto de promoção e haverá um lançamento efectivo com os termos de referência e todos os procedimentos necessários para ser realizado”, explicou. 



Ao 1º roadshow vão seguir-se outros na China, Emirados Árabes Unidos (Dubai) e Estados Unidos. Diamantino Azevedo informou que no dia 3 Setembro vai ser realizado pela primeira vez a apresentação técnica da Licitação de Blocos de Petróleo em Luanda.



O director de Geologia da ENDIAMA, Mubuabua Yambissa, informou que o projecto Camafuca-Camazambo, com uma área de 160 hectares e reservas estimadas em 23 milhões de quilates, é um dos maiores depósitos primários de diamante do mundo.



JA